Chegamos em Avignon, no Sul da França, no início de janeiro de 2013, procedentes de Marselha.
A primeira surpresa ao desembarcar do TGV foi o vento gelado, apesar do tempo bom e da temperatura em torno de seis graus positivos. Pegamos um ônibus até um dos portões das muralhas que cercam a cidade com pouco mais de 100 mil habitantes.
Todo o Centro Histórico e o Palácio dos Papas – Avignon foi sede da Igreja Católica de 1309 a 1377 – fazem parte do Patrimônio Mundial da Unesco-ONU.
Sete papas viveram no Palácio – Clemente V, João XXII, Bento XII, Clemente VI, Inocêncio VI, Urbano V e Gregório XI. Em arte gótica, o imenso prédio fascina pelo excelente estado de conservação. É grandioso e imponente. O visual do alto das torres é simplesmente espetacular.
Caminhamos quase um quilômetro até o hotel. Ao chegarmos no prédio, tivemos a segunda surpresa, desta vez, bem positiva. O Mércure ficava a 50 metros do Palácio dos Papas. As muralhas que cercam a cidade foram construídas pelos pontífices.
Erguida entre 1171 e 1185, com diversas reconstruções, a Pont Saint Bénézet é outro patrimônio de Avignon. Fica sobre o Rio Ródano ou Rhône em francês. Dos 22 arcos originais, têm apenas quatro.
As lendas são comuns nesse tipo de construção. Pelo áudio guia é possível saber que o nome da ponte surgiu por causa da história de pastor chamado Bénézet. Quando cuidava de suas ovelhas, teria ouvido a voz de Jesus Cristo, pedindo que ele construísse uma ponte sobre o rio. Acabou ridicularizado pelos moradores de Avignon, mas Bénezet provou a mensagem de Jesus levantando um grande bloco de pedra. Em seguida, obteve apoio para a construção.
A ponte foi destruída por uma forte enchente por volta dos anos de 1660.
Do outro lado do rio fica a bela cidade de Villeneuve-lès-Avignon – mais adiante foi escrever sobre o passeio que fizemos por lá.












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