Mais um texto de Rossani Thomas.
Viajar em grupo ou a dois? Nunca me perguntaram o que prefiro, mas se perguntarem, direi depende.
Eu e o Claudio Thomas já experimentamos fazer uma viagem inteira em grupo, entrar no meio de algum roteiro, mas, na maioria das vezes, viajamos a dois.
Em 2007 compramos um pacote para viajar pela Espanha e Portugal. Saímos de São Paulo para Madri e de lá nos unimos aos demais integrantes do grupo a partir de Lisboa.
Em 2008, encaramos outro pacote de quase um mês, passando por nove países. Uma maratona que começou em Paris e terminou em Roma.
Em 2011, entramos em um roteiro de uma semana para voltar ao Leste Europeu, a partir de Paris.
Nesses pacotes inteiros ou parciais, percorremos dezenas de cidades em ônibus, com guia falando português ou espanhol, o que, obviamente, foi bom. Outro aspecto positivo foi a comodidade de não ter de carregar as próprias malas, além de chegar nos hotéis e estar com check in encaminhado. Mas, melhor do que tudo isso, foi o fato de encontramos nos grupos pessoas de diferentes locais e várias afinidades.
É aconchegante estar longe de casa e ter “amigos” para esticar a noite num barzinho, caminhar pelas ruelas de uma cidade que não se conhece e dividir bons momentos. Mas viajar em grupo também tem lá seus incômodos.
Da mesma forma que há pessoas parceiras, tem também os chatos de galocha, para os quais nada é bom o suficiente, ou que sempre se atrasam para os passeios e comprometem toda a programação. E claro, tem o inconveniente de você estar adorando um local e ter de ir embora por não poder alterar o planejamento da operadora.
Então, se tiver de escolher entre as duas opções, beberei das duas fontes. O que vale é matar a sede de viajar.





