A vantagem de fazer de Milão o ponto de estada é que você está perto de diversas cidades que merecem ser visitadas no Norte da Itália. Foi o que decidimos fazer no nosso terceiro dia na segunda maior cidade italiana. Duas opções: Como, a beira do lago de Como, Bergamo ou Verona, famosa pela história de amor entre Romeu e Julieta. Optamos por Como porque era a mais próxima.
Tomamos um trem regional na estação de Carmona, mesma estação do metrô. Pagamos 8 Euros pela passagem de ida e volta por pessoa. Existem diversos horários ao longo do dia e a viagem leva em torno de uma hora, com algumas paradas rápidas.
Em Milão a temperatura girava em torno de dois graus, com tempo nublado. O frio também era intenso em Como, mas havia pontos de sol e céu azul. A estação final do trem é a menos de 100 metros do lago.
A primeira imagem é de uma marina imensa com barcos a vela e lanchas de todos os tamanhos. Nada de luxo, como em Mônaco ou no velho porto de Nice, na França.
Como tem menos de 100 mil habitantes e fica às margens do lago, um dos maiores da Itália. Imagino como deve ser a agitação da cidade na primavera e no verão. É a região da Lombardia.
A primeira coisa que fizemos ao deixar o trem foi caminhar pela beira do lago, de onde partem barcos de passeio, até o monumento Life Eletric, que fica numa plataforma de quase 200 metros. O visual é fantástico, inclusive do funicular que leva até o topo da montanha. Resolvemos não subir, por causa do frio. Perdemos, com certeza, o excelente visual proporcionado desde o fim da linha do trenzinho. O funicular foi construído em 1894.
O Centro Histórico de Como é pequeno. Em uma hora de caminhada pelas ruelas estreitas você conhece todos os pontos turísticos importantes. A Catedral de Santa Maria Maggiore é imponente e a sua cúpula chama a atenção de quem está na beira do lago.
Como ainda tem três portas romanas e um pedaço das muralhas que cercavam a cidade.
Ao chegarmos ao portão de uma pequena praça, no Centro Histórico, uma surpresa. A placa da Anistia Internacional homenageava o brasileiro Chico Mendes, líder dos seringueiros, que foi assassinado no Acre na década de 1980.
Só não acertamos na escolha do local para almoçar. O restaurante, em frente da Catedral, era caro e a comida – pizza e massa – não eram das melhores. No mais, valeu o passeio.

















