Pisa e a fantástica Piazza dei Miracoli

Se existe uma coisa que funciona como um relógio, pelo menos na França e na Itália, é o serviço de transporte de trens, seja regionais ou de alta velocidade como o TGV francês ou o Flexa Vermelha italiano.

As estações de trem, mesmo as menores, parecem aeroportos com os serviços de horários, números dos trens e as linhas de onde sairão. A pontualidade, com raras exceções, ocorre mesmo para aqueles horários quebrados como 13h33min.

De Florença seguimos de trem regional para Pisa, uma viagem de pouco mais de uma hora e dez minutos, com diversas paradas. O preço da passagem de ida por pessoa foi de 8 Euros. Todas as estações estão super bem identificadas.

Da estação central de Pisa até a principal atração da cidade, a Torre inclinada, é preciso caminhar cerca de um quilômetro e meio. Existem poucas placas de identificação no caminho, mas é super fácil, porque o trajeto é quase em linha reta.

Pisa também faz parte da região italiana da Toscana, mas está bem próxima ao litoral. A cidade é cortada pelo Rio Arno, que também passa por Florença, e deságua no Mar Tirreno.

Pisa tem pouco mais de 90 mil habitantes. Havia poucos turistas no trajeto entre a estação e a torre.

Construída em 1173, a torre é um campanário que fica atrás da Catedral. A área da Piazza dei Miracoli conta ainda com um batistério.

A inclinação da torre, que tem 56,7 metros de altura, é facilmente percebida. Dá para subir até o topo, enfrentando 294 degraus. Na subida da escada dá para sentir a leve inclinação. É preciso ter fôlego para enfrentar as escadas.

Em 11 de janeiro de 2016, dia da nossa visita, ventava muito em Pisa. No topo da torre o vento forte ampliava a sensação de que a gente estava caindo. O visual a partir da torre é excelente.

Para subir na torre e visitar a Catedral paga-se 18 Euros por pessoa. Não dá para entrar no campanário com bolsas ou mochilas. E a revista no acesso é minuciosa.

A Catedral, que está passando por obras de restauração, é gigantesca e impressionante. A construção começou por volta de 1093. Apresenta o estilo românico pisano e é considerada a maior obra-prima desse formato. Durante a nossa visita, um jovem estava executando obras sacras em um dos órgãos, o que deixou o nosso roteiro ainda mais interessante. No acesso à Catedral, conversamos longamente com o italiano Giovani, que trabalha na Piazza dei Miracoli, e adora o Brasil. O batepapo começou depois do Giovani perceber que éramos brasileiros. Antes das seis da tarde já estávamos de volta a Florença ou Firenze, como dizem os italianos.

No dia seguinte acabamos voltando a Pisa. É que o Aeroporto de Firenze é pequeno e o forte vento estava impedindo o pouso de aviões grandes. Fizemos o trajeto entre Florença e Pisa de ônibus para pegar o avião que nos levou para Paris.image

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A primeira visão da torre torta no acesso a Piazza dei Miracoli

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O topo da Torre de Pisa
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O altar da Catedral
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A rua que leva até a Piazza dei Miracoli

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