Logo após a nossa viagem à França, entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, decidimos que iríamos passar a virada do ano em Londres, em 2013/2014. O planejamento da viagem começou em julho, quando compramos as passagens de todo o roteiro e passamos a pesquisar os hotéis.
Londres é uma cidade cara. Na época da viagem, 1 Libra equivalia a mais de R$ 4,00. Projetamos oito dias de permanência na capital do Reino Unido e da Inglaterra, com sete pernoites.
A opção foi pelo hotel Ibis Saint Pancras, localizado a quatro quarteirões da Estação de Trem Internacional Saint Pancras, um belo prédio avermelhado. Desse terminal partem os trens para Bruxelas, na Bégica, e Paris, e algumas linhas regionais inglesas.
No momento de reservar o hotel não tínhamos ideia de que o Ibis ficava a menos de 50 metros da estação Euston, de metrô e de trens nacionais. O terminal parecia um shopping com dois supermercados, padaria, restaurantes e lojas. Melhor impossível.
Desembarcamos no aeroporto de Heathrow dia 26 de dezembro, por volta das seis da tarde, depois de uma escala em Paris.
Antes de chegar no metrô compramos dois Oyster Card, passes de transportes válidos por sete dias e pegamos a linha Piccadylli Circus. Por desconhecimento, descemos em Saint Pancras, mas com a ajuda de uma segurança, que por sorte era portuguesa, pegamos a linha que levava até Euston.
O sistema de transporte de Londres é espetacular. O metrô conta com mais de 400 quilômetros de trilhos. São 11 linhas e 270 estações. E tem ainda os famosos ônibus vermelhos e diversas linhas de passeios turísticos. Na primeira noite aproveitamos para jantar em um restaurante próximo ao terminal Euston.
No primeiro dia…
Fomos conhecer melhor a Estação Saint Pancras. Uma estátua gigante de um casal abraçado chama a atenção logo na entrada do prédio. Fica no andar superior ao local de embarque das viagens internacionais. Depois, pegamos um daqueles ônibus de turismo, com bilhete válido também para passeio de barco pelo Rio Tâmisa.
Nossa primeira parada foi na Catedral de St. Paul’s (São Paulo).
É gradiosa e chama a atenção de diversos pontos de Londres. A construção da igreja só foi concluída em 1677. O casamento entre o Príncipe Charles e Lady Diana Spencer foi nessa catedral, em 1981.
Não deixe de subir na cúpula, que só é menor do que a da Basílica de São Pedro, no Vaticano. É possível visualizar boa parte da cidade, principalmente em dias de céu azul. Chegamos na catedral sob chuva e, duas horas depois, o sol e o céu azul enriqueceram o nosso dia. Dos sete dias de estada em Londres, cinco deles foram com tempo bom. É preciso contar com a sorte nas viagens.
Depois, seguimos até a Tower Bridge (Ponte da Torre) sobre o Rio Tâmisa. Inaugurada em 1894, a travessia tem duas basculantes que podem ser erguidas para a passagem de barcos. Vale a pena subir nas torres, onde você pode conhecer toda a história de uma das pontes mais famosas do mundo.
Na passarela entre as duas torres havia uma exposição de fotos de outras pontes famosas. Infelizmente, a Hercílio Luz, de Florianópolis, não fazia parte da mostra.
No lado norte da ponte fica a Torre de Londres, castelo histórico construído no final de 1066. A fila para a entrada era gigante e desistimos de esperar. Daquela margem é possível observar o prédio mais alto da Europa, com 310 metros de altura e 95 andares.
Aproveitando o bilhete do ônibus, pegamos um barco de passeio até as proximidades da London Eye, apontada como a terceira maior roda-gigante do mundo. Do barco foi possível avistar vários prédios históricos da capital londrina, como a torre do Big Ben junto ao Palácio de Westminster, sede do Parlamento.
Uma hora e meia de fila e entramos na roda-gigante, que tem 135 metros de altura. Foi construída especialmente para a celebração da virada do milênio. Era para ser desmontada depois de cinco anos, mas se transformou em um símbolo de Londres como a Torre Eiffel, de Paris. A volta inteira dura mais de meia hora. O nosso passeio foi à noite, com um visual emocionante.
Os melhores roteiros
Decidimos conhecer o distrito de Covent Garden, uma área cheia de lojas, da Royal Opera House e Covent Garden Piazza, um antigo mercado de flores, frutas e verduras, transformado em centro comercial a partir de 1974. Na parte inferior diversos grupos faziam shows para a alegria dos visitantes. Um dos restaurantes do jovem chefe inglês Jamie Oliver funciona no coração da Piazza, onde almoçamos. Passamos boa parte da manhã e da tarde caminhando entre as estreitas ruas de Covent Garden.
Depois, seguimos até a Abadia de Westminster, onde são coroados os reis ingleses desde Guilherme O Conquistador, em 1066. O prédio é impressionante pela grandiosidade. Conseguimos assistir a celebração de uma missa depois das cinco da tarde.
No terceiro dia em Londres, mais sol e céu azul. Fomos conferir a troca da guarda no Palácio de Buckingham, onde vive a rainha Elizabeth. É preciso sempre conferir os dias da troca. Uma multidão se concentrava diante do palácio. Era difícil visualizar a cerimônia. Ajudei a Rossani a subir em um muro para que ela pudesse observar melhor o ato que dura cerca de 40 minutos. Do palácio os guardas marcham até o quartel Wellington.
O quarto dia amanheceu chovendo. Pegamos o metrô e seguimos para o bairro de South Kensington, onde ficam os museus de História Natural, da Ciência e o Victoria & Albert. Os ingressos são gratuitos. As atrações em cada um dos museus são espetaculares. A réplica do dinossauro T-Rex é um dos pontos mais visitados no Museu da História.
O Museu da Ciência impressiona com equipamentos como a nave espacial Apolo, carros, aviões e outras máquinas. Também tem sessões de cinema Imax 3D, com entrada à parte.
O Victoria & Albert chama a atencão pela quantidade de artes decorativas e de design.
Conhecemos também o bairro Camden Town, paraíso dos jovens alternativos.
Show da virada
O show da virada de 2013 para 2014 foi o último sem a cobrança de ingressos. Escolhemos um excelente ponto para assistir à queima de fogos, realizada junto a London Eye. Ficava próximo a Ponte do Milênio, uma travessia para pedestres inaugurada para celebrar a virada do milênio entre 1999 e 2000. Chegamos por volta das seis da tarde. O movimento já era grande.
Valeu a espera até as 12 badaladas do Big Ben.
O espetáculo dos fogos a partir da London Eye foi espetacular, inesquecível.























Um comentário sobre “Londres: fascinante e surpreendente”