As marcas dos mouros em Sevilha

Em 2010, eu e Rossani Thomas realizamos um roteiro de viagens que passou por Paris, na França, Barcelona e Sevilha, na Espanha, e Lisboa e Porto, em Portugal, com algumas viagens rápidas por cidades próximas.

Passamos cinco dias em Sevilha, a quarta maior cidade da Espanha, com mais de 700 mil habitantes. Fica na região da Andaluzia, amplamente marcada pela permanência dos árabes durante oito séculos.

A influência dos mouros pode ser percebida em todas as cidades dessa grande área do Sul da Espanha. Os palácios e mesquitas são espetaculares em Sevilha, Córdoba e Granada.

Sevilha foi a capital muçulmana da Espanha durante mais de 500 anos.

Uma das coisas boas da Andaluzia é o clima seco, porque raramente chove. Nossa viagem foi em abril e a temperatura ao longo do dia girava em torno dos 29ºC. Todos os dias com muito sol e céu azul.

Escolhemos o Hotel Alcázar porque o prédio ficava bem próximo ao Centro Histórico de Sevilha. O caminho era simples e tranquilo. Bastava atravessar a Avenida Menéndez Pelayo, super movimentada, e já estávamos no bairro Santa Cruz, início do Centro Histórico. Esse bairro apresenta diversas ruelas e, às vezes, é preciso recorrer ao mapa ou GPs para tentar se localizar. O Santa Cruz está cheio de bares, onde são servidas as tradicionais tapas espanholas.

Do quarto, de frente para a avenida, era possível apreciar o visual dos Jardins de Murillo, do Alcázar, o Palácio Real, da Catedral de Sevilha e da Giralda, o campanário da Igreja.

Outra vantagem da localização do hotel era a proximidade com o terminal de ônibus que atendem as demais cidades da região.

Caminhar é uma das melhores opções para conhecer Sevilha. As outras duas são os passeios com os ônibus de turismo, aqueles de dois andares, e também as charretes, geralmente concentradas ao lado da Catedral.

Não deixe de conferir.

As margens do Gualdaquivir, um dos maiores rios da Península Ibérica. Dá para fazer passeios de barco.

Na margem esquerda do rio fica a Torre de Ouro, que fazia parte da muralha que cercava Sevilha. É um dos símbolos da cidade. Foi erguida em 1222 e tem 36 metros de altura. Hoje, abriga um museu naval. O visual a partir da torre é sensacional.

Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1987, a Catedral de Santa Maria da Sede é a maior da Espanha e uma das maiores do mundo. Só perde em gigantismo para a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, São Paulo. Tem 11,5 mil metros quadrados de área total. Não deixe de subir no campanário La Giralda, torre com mais de 100 metros de altura. Dá para visualizar Sevilha em todas as direções.

Do século 7, o Alcázar foi um palácio muçulmano até virar uma residência real a partir do século 15. É simplesmente espetacular.

Outra atração é a Praça da Espanha, que tem o formato de uma ferradura de cavalo.

Não assistimos nenhuma tourada, mas conhecemos a Real Maestranza, a praça de touros. O prédio foi construído no século 17. Da torre La Giralda dá para visualizar a praça.

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Visual do Bairro Santa Cruz

 

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Rossani Thomas e o passeio pelo bairro Santa Cruz

 

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Torre de Ouro, às margens do Rio Gualdaquivir

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Uma das entradas do Palácio Alcázar
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Uma das áreas internas do Palácio Alcázar

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Os jardins do Palácio de Alcázar
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Catedral de Santa Maria da Sede e La Giralda
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Outro ângulo de La Giralda

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Uma das esquinas mais famosas de Sevilha
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La Giralda
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O entardecer e La Giralda, um dos principais símbolos de Sevilha
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Real Maestranza, a praça de touros de Sevilha
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A imponência da praça de touros chama a atenção

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