Viajar em grupos de excursões ou apenas o casal. As duas opções são boas, dependendo da situação.
Em uma das nossas viagens, optamos por um roteiro intenso de 23 dias e com passagens por diversos países e suas cidades. Serviu para termos uma ideia de algumas localidades que mereceriam uma segunda (ou mais) visitas. É preciso ter paciência com o abre e fecha de malas.
O nosso roteiro começou por Paris, onde ficamos dois dias e meio. Depois, seguimos para Bruxelas, capital da Bélgica, para uma tarde e noite.
A parada seguinte foi em Amsterdam, também uma noite e uma manhã, com passeio pelos principais pontos da cidade holandesa, incluindo o famoso bairro da luz vermelha (Red Light District).
No meio da tarde, partimos para Mannheim, na Alemanha. Na manhã seguinte, um passeio rápido pela cidade universitária de Heidelberg, o suficiente para conhecer o centro histórico e uma ponte construída pelos romanos.
No meio da manhã, seguimos viagem para Praga, a capital da República Checa. Ficamos dois dias e viajamos para Budapeste, na Hungria, mas com uma parada estratégica para almoço em Bratislava, a capital da Eslováquia.
Praga e Bratislava fizeram parte de um novo roteiro de viagens anos depois.
Em Budapeste foram duas noites. Mais estrada, rumo a Viena, na Áustria, para um dia e meio de uma visita relâmpago.
Também voltamos a Viena, uma das mais lindas e seguras cidades do Velho Continente.
Da Áustria seguimos para a cidade italiana de Mestre, bem próxima a Veneza. Chegamos no fim da tarde.
Visitamos Veneza à noite e até o meio da tarde do dia seguinte. Ou seja, menos de 24 horas. Deu para conhecer os principais pontos da capital da região italiana de Vêneto. Com cerca de 250 mil habitantes, a cidade é composta por mais de 120 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco.
O que fazer em um período tão curto. Caminhar e percorrer os caminhos mais conhecidos. Foi o que fizemos. À noite, ficamos basicamente na Praça de São Marcos, um dos pontos mais centrais da cidade e de maior concentração de turistas em qualquer época do ano. Chegamos de táxi-barco por volta das seis da tarde e retornamos para Mestre depois das dez da noite.
No dia seguinte, deixamos o hotel depois das nove da manhã e ficamos em Veneza até às quatro da tarde, quando partimos para Pádua. Foi tempo suficiente para caminhar muito e se encantar com essa cidade tão inigualável.
Veneza foi construída sobre troncos de madeiras. As ruelas são estreitas, e tudo é ligado por pontes. São mais de 400 pontes. A mais famosa, a dos Suspiros, que ligava um palácio ao primeiro edifício construído para ser uma prisão. A cidade é um conjunto de ilhotas que começaram a ser povoadas e anexadas umas às outras a partir do século VII.
Diferentemente do que muita gente pensa, Veneza não é mar e sim uma lagoa separada do mar por pequenas porções de terra.
Bem, voltando a visita. Subimos no Campanário da Praça São Marcos, localizado bem em frente à Basílica de São Marcos. O visual de toda a região é espetacular. Valeu a subida, mesmo que você não consiga enxergar todas as ruelas e canais da cidade.
É claro que fizemos o passeio com as tradicionais gôndolas pelos pequenos canais e também pelo grande canal, por onde passam os vaporetos, os ônibus aquáticos que fazem diversas linhas em Veneza e outras regiões.
Da Praça de São Marcos até a estação de trem Santa Lucia são cerca de 40 minutos de caminhada. Basta seguir as placas de sinalização.
O trem é outra excelente opção de transporte para quem fica hospedado em Mestre (veja o mapa bem abaixo). A viagem dura menos de 20 minutos.
Uma coisa ficou bem clara. Precisamos retornar à Veneza para curtir ainda mais essa cidade que surpreende e encanta para uma visita de pelo menos quatro dias.
Da próxima vez, tentaremos ficar em Veneza, mas dependerá dos preços. A hospedagem, alimentação e as atrações turísticas são caras na cidade.
Outro detalhe, a nossa excursão seguiu ainda para Pádua, Florença, Siena, Assis e terminou com três dias em Roma.
Em breve escreverei sobre Pádua.
Campanário de São Marcos

















