Foi o nosso terceiro réveillon em Paris, de 2017 para 2018. Os dois primeiros, em 2012 para 2013, e, em 2015 para 2016, não tiveram fogos de artifício na capital francesa.
A primeira vez, na Torre Eiffel, apenas as luzes piscaram durante mais tempo depois da meia-noite.
A segunda, em consequência dos atentados terroristas na boate Bataclan e região, o Arco do Triunfo, na Champs-Élysées, recebeu um show de iluminação em três dimensões logo após a meia-noite. A segurança foi extremamente rigorosa em todos os acessos para a mais importante avenida da França. Mesmo assim, uma multidão acompanhou a virada naquela região. Mas nada comparado ao show deste ano.
A passagem de 2017 para 2018 foi além. Desta vez, a prefeitura de Paris preparou uma celebração especial. Todos os canais de televisão apresentaram, ao longo da semana, chamadas com destaque para o espetáculo do Ano-Novo no Arco do Triunfo, a partir das 23h30min, e com promessa de transmissão ao vivo.
Com isso, certamente, Paris pretendeu figurar entre os destaques internacionais de réveillon como Rio de Janeiro, Nova York, Londres, Berlim, Sydney, Moscou e Hong Kong. Foi um show emocionante.
Os esquemas de segurança foram semelhantes aos adotados em 2015/16. O serviço de metrô funcionou de forma gratuita a partir das 22h, permitindo o acesso de milhões de pessoas ao longo da Champs-Elysées, que estava completamente tomada até depois do Obelisco. A estimativa era de que 4 milhões de pessoas acompanhassem o show da virada. Não sei se o número se confirmou, mas era uma multidão.
O show de luzes no Arco com quase uma hora de duração contando o cotidiano parisiense, encantou o público e esquentou a apresentação pirotécnica partir da zero hora do dia 1 de janeiro de 2018. Foram 10 minutos de fogos. Pra nós brasileiros pode até parecer pouco, mas o conjunto do espetáculo superou as expectativas. Decidimos assistir o show em uma das avenidas laterais ao Arco, em direção à Torre Eiffel, a cerca de 100 metros do monumento mandado construir pelo Imperador Napoleão Bonaparte, em 1806, para celebrar as vitórias francesas em diversas guerras.
Mesmo com o metrô livre, resolvemos retornar caminhando ao Hotel Ibis Cambronne. Foi quase uma hora de passeio, com muitas paradas para fotos. Todas as ruas estavam tomadas de pessoas e o trânsito estava um caos.
É importante ressaltar que milhares de pessoas optaram por passar a virada de ano em frente a Torre Eiffel, que diferentemente de outros anos, estava toda cercada por grades com acesso muito restrito. Mais uma consequência dos atentados que assustam a Europa. Adoramos ter escolhido Paris para iniciar 2018, mas chegamos a pensar em repetir a virada em Londres. Fica para um próximo.
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