Bordeaux, a cidade francesa do vinho

Logo ao desembarcar na Estação Saint-Jean, vindo direto da estação de Montparnasse de Paris com o TGV – duas horas de viagem -, já ficou uma sensação de que Bordeaux exige muito mais do que apenas uma visita.

É uma cidade surpreendente, com pouco mais de 250 mil habitantes. Há mais de dez anos a população está estacionada em razão da falta de moradias para novos moradores. Em consequência, as cidades próximas explodiram em crescimento e, hoje, a região conta com mais de 1 milhão de habitantes.

Bordeaux é a capital e a maior cidade do departamento da Gironda e da região da Nova-Arquitânia, às margens do Rio Garonne. Bordeaux já teve um dos portos superconcorridos da Europa. Tanto que uma parte dos prédios à margem esquerda do rio foi construída para impressionar os visitantes. É o que eles chamam de Porto da Lua.

Não é exagero dizer que Bordeaux tem um pouco do charme de Paris. Mas está longe em número de atrações em relação à capital francesa. Os preços dos restaurantes , contudo, estão bem abaixo dos praticados em Paris. Nossos quatro dias foram marcados por uma chuva fraca e períodos nublados. O rio, inclusive, estava bem acima do nível normal.

É a história do vinho que mais faz lembrar dessa cidade, bem próxima de outras duas pérolas históricas: Saint-Émilion e Sarlat-la-Canéda. A primeira já foi retratada pelo blog – https://blocodeviagensdosthomas.wordpress.com/2018/01/06/saint-emilion/

Bordeaux tem um excelente sistema de transportes públicos. São três linhas – A, B e C – do metrô de superfície que cobrem boa parte da cidade, assim como diversas linhas de ônibus. A passagem custa 1,60 Euros e dá direito a troca de transporte durante uma hora.

O melhor, contudo, é conhecer o Centro Histórico com caminhadas e paradas estratégicas para um café ou uma taça de vinho. O Porto da Lua, como é chamado o conjunto de prédios ao longo do rio, faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade concedido pela Unesco. Percorrer essa área entre a Ponte de Pierre e a Praça de Quinconces é obrigatório. Chato foi que o espelho d`água, em frente à praça da Bolsa de Valores, estivesse desligado por causa do inverno. As imagens da primavera e do verão revelam a grandiosidade do espelho.

Uma das primeiras coisas que fizemos foi pegar o ônibus que percorre os principais pontos turísticos de Bordeaux durante mais de uma hora. A viagem foi ótima porque permitiu que tivéssemos uma ideia do que a cidade representa na história da França. Também fizemos o roteiro com guia durante duas horas pelo Centro Histórico.

Das antigas muralhas que cercavam a cidade nos tempos medievais sobraram apenas algumas “portas”. Praça da Vitória, no fim da mais famosa rua de comércio da cidade, a Santa Catarina.

Tem ainda a Praça Gambetta, a Porta de Calhau e a Porta de Dijeaux. Um dos destaques é a Porta Saint-Éloi, que é o campanário da antiga Câmara Municipal e um dos principais sinos de Bordeaux.

O que não falta em Bordeaux são boas opções de hotéis. Decidimos ficar no Ibis Bordeaux Centre Ville Mériadeck, localizado a duas quadras da Catedral de Saint-André. A primeira igreja foi construída no século III e, depois, reconstruída no estilo gótico entre os séculos XII e XVI. Ao lado tem o campanário, onde é possível subir as escadas e apreciar o espetacular visual de Bordeaux. O campanário foi construído afastado alguns metros da catedral para que os badalar dos sinos não afetasse a estrutura do prédio.

Outra igreja que merece ser visitada é a Basílica de Saint-Michel, também no Centro Histórico. A torre do sino, que está em frente a igreja, tem 114 metros de altura. A basílica foi erguida ente os séculos XIV e XVI.

Bordeaux tem uma excelente opção de restaurantes, com preços razoáveis. Inclusive, na Rue Saint-Rémi, descobrimos um bar ao estilo de um PUB inglês, com cervejas e vinhos. Foi um ótimo local para descansar de uma manhã de muitas caminhadas pelo Centro Histórico.

Quase no final da linha B do metrô de superfície fica, talvez, uma das principais atrações modernas de Bordeaux. É a La Cité du Vin (Cidade do Vinho) em mais de três mil metros quadrados em diversas áreas temáticas interativas que levam as pessoas a percorrer a história dos primórdios do vinho. São mais de duas horas de conhecimento sobre essa bebida que fascina e encanta todos. A visita termina com a degustação de vinho no oitavo andar todo envidraçado que permite a vista em 360 graus da cidade.

Fica a sensação de que Bordeaux precisa ser degustada como um excelente vinho tinto que traz a marca da cidade e da região que tem mais de três mil vinícolas. Ficamos quatro dias na cidade, sendo que um dia deve ser dedicado a uma viagem até Saint-Émilion e outro para Sarlat-la-Canéda. Dois dias são suficientes para conhecer todos os pontos de Bordeaux.

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Catedral Saint-André, reconstruída em estilo gótico no século XII
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A porta principal da Catedral
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O campanário que abriga o sino e permite o visual de toda a cidade
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Basílica de Saint-Michel
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O campanário da basílica
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O grande sino de Bordeaux
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O portão de Aquitainee, no fim da Rua Santa Catarina, e a Praça da Vitória ao fundo
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Portão Cailhau foi erguida no século XV e é a entrada do bairro de Saint-Pierre
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Portão Dijeaux construído no século XVIII.

 

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O portão de Bourgogne

 

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O ônibus de turismo que nos levou aos principais pontos históricos de Bordeaux
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As estreitas ruas do Centro Histórico
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Uma das três linhas do sistema de metrô de superfície
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A Praça da Bolsa de Valores e o espelho d`água que estava desativado

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La Cité du Vin, a cidade do vinho, uma das atrações modernas de Bordeaux

 

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As atrações em vídeo permitem um passeio pela história do vinho em todos os continentes
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Um sistema bem interativo e fácil para os visitantes do museu do vinbo
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Sistema de pesquisa é supersimples
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A ponte sobre o Gironne, com o rio bem acima do nível normal por causa da chuva na região
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Um PUB em estilo inglês em pleno Centro Histórico de Bordeaux
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Uma pausa para um brinde com a Rossani Thomas

 

 

 

 

 

 

 


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