Colônia do Sacramento foi a última cidade visitada no nosso tour pelo Uruguai em janeiro, depois de Punta Del Este, Piriápolis e Montevidéu, mas deveria ter sido a primeira por ser a mais distante da fronteira com o Brasil. São mais de 500 quilômetros de rodovias das cidades gaúchas do Chuí, Jaguarão ou Santana do Livramento até Colônia. Por isso, o ideal seria começar a viagem pelo Norte e terminar no Sul.
Deixamos Montevidéu depois das 10h para percorrer os 180 quilômetros até Colônia do Sacramento, uma viagem de quase três horas. Mais de 80% da rodovia são duplicados e com asfalto em excelentes condições. Existem duas praças de pedágio no trajeto ao custo de 100 pesos em cada posto. A sinalização é muito boa. Dá até para abrir mão do GPS, principalmente depois de deixar a capital uruguaia.
Às margens do Rio da Prata, Colônia do Sacramento foi fundada pelo português Manoel Lobo, governador e capitão-mor da capitania do Rio de Janeiro, em 1680. Foi a única cidade portuguesa no Uruguai e motivo de disputas entre Espanha e Portugal até a independência do país em 1825. A primeira construção foi um pequeno forte. O Bairro Histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1995.
Colônia do Sacramento tem cerca de 25 mil habitantes. O ideal é sair caminhando pelas ruelas de pedras do Bairro Histórico e aproveitar os bons restaurantes, com segurança, inclusive à noite. A arquitetura colonial está bem preservada em toda a área. Colônia atrai turistas de todo o mundo e está a 50 quilômetros de Buenos Aires de barco. O terminal fica próximo ao Bairro Histórico. Duas empresas trabalham na travessia. Alguns carros antigos estão estacionados em pontos da cidade, com flores e outros adornos. Colônia também tem um pequeno cassino na área central da cidade.



Pelo Booking, reservamos a Pousada El Viejo Consulado na Avenida General Flores, número 230, a cerca de 200 metros do Rio da Prata, ao custo de 154 dólares por duas noites. Sem estacionamento, o carro ficou na avenida em frente da pousada, que também dispõe de bicicletas para os hóspedes. O café é simples, com salada de frutas, presunto, queijo, pães e doces. A pousada não tem as tradicionais chaves ou cartões, porque o acesso ao prédio e ao quarto é feito com a digitação de um código repassado quando da confirmação da reserva. A chave é digital. Um bom restaurante funciona na mesma área do café.



Portão de Campo
Conserva os restos da antiga muralha construída em 1745 para proteger a cidade. Uma ponte de madeira conduz à praça principal do Centro Histórico. A muralha foi destruída em 1857.


Rua dos Suspiros
Trata-se de uma rua original construída em pedras pontiagudas, com um canal de desague central que mantém as casas originais do período colonial. Lendas populares atribuem esse nome porque era o último caminhos que os escravos percorriam antes de serem executados.







Basílica do Santíssimo Sacramento
Foi construída em 1699, mas sofreu sucessivas destruições parciais durante o período colonial. Conserva a concepção original, com uma só nave central. A fachada e as duas cúpulas azulejadas dos campanários foram recuperadas a partir de 1957.





Farol
Para ter uma visão completa de Colônia do Sacramento é importante subir no farol que foi construído a partir de 1845. A subida até o topo é feita em duas etapas, mas nos dois pontos o visual é fantástico, principalmente em um dia de céu azul.






Arena de Touros
A cinco quilômetros do Centro de Colônia, no povoado de Real de São Marcos, fica a Arena de Touros, construída em 1908, mas desativada há muitos anos. Pouco adiante, no Balneário Municipal, está o letreiro Colônia em concreto para as tradicionais fotos.

Museus
Colônia tem seis museus. O municipal Dr. Bautista Rebuffo, Museu do Azulejo, Museu Indígena Roberto Banchero, Museu Naval, Museu Português e Museu do Período Histórico Espanhol.
Veículos elétricos
Colônia conta com um excelente serviço de veículos elétricos para quem não pretende caminhar pelo Bairro Histórico.

Restaurantes
Com preços semelhantes aos praticados em Florianópolis, Colônia oferece diversas opções de restaurantes, desde os mais sofisticados aos mais simples. Almoçamos no SOS Gardel, na Avenida General Flores. Oferece bufet de saladas e parrillada livre, com direito a vinho da casa, ao preço de 29,62 dólares. Na primeira noite reservamos uma mesa no Charco Bistrô, às margens do Rio da Prata. O local, onde também funciona um hotel, é fantástico e a vista do por do sol ainda mais maravilhosa. O custo dos dois pratos, mais vinho, água mineral e sobremesa saiu por 70,38 dólares. Sem reserva dificilmente você conseguirá almoçar ou jantar no Charco.



Rio da Prata
A beleza do Rio da Prata impressiona ao longo de toda a orla do Bairro Histórico. O por do sol é um espetáculo.








Carmelo e Conchillas
Fizemos um passeio até Carmelo e Conchillas, em direção ao norte do Uruguai. Em Carmelo, além das vinícolas, uma das atrações é a ponte giratória, construída por uma empresa alemã em 1912. Um grande barco virou próximo da ponte e impedia a passagem de outras embarcações. Homens trabalhavam na recuperação do barco.


As atrações da pequena Conchillas são prédios construídos pelos imigrantes ingleses no século 19.
