Viviane e Celso Bevilacqua foram meus colegas de trabalho no Diário Catarinense. Ela como repórter e, ele, como editor. Fiquei encantado ao acompanhar a viagem deles pelo Instagram e, por isso, pedi que a Viviane e o Celso contassem todos os detalhes para o Bloco de Viagens dos Thomas.

A seguir, o relato deles.
Na primeira viagem à Itália conhecemos Roma, Veneza e Florença. Voltamos para casa com um gostinho de quero mais. Aí veio a pandemia e todos os planos de viagens foram adiados.
No começo de setembro deste ano decidimos fazer um novo roteiro pela Itália, desta vez visitando Milão, Turim, Bérgamo, Verona, La Spezia e Gênova, embarcando de volta para o Brasil após retorno a Milão. Em cada uma dessas cidades fizemos passeios bate e volta para lugares incríveis, como o Lago de Garda, Lago de Como e as comunidades que formam as Cinque Terre.

Milão superou todas as nossas expectativas. Ficamos três dias conhecendo os lugares mais bacanas da cidade, além de um bate e volta à Turim e à região do Lago de Como.
O primeiro passeio, comprado quando ainda estávamos no Brasil, foi uma visita aos telhados da famosa Duomo de Milão, uma das mais importantes e imponentes catedrais góticas do mundo. As filas para comprar ingresso e entrar no templo são grandes o tempo todo, da manhã ao começo da noite.
Como já tínhamos o ticket, fomos direto para a fila do elevador que leva ao terraço e aos telhados. Olhando de cima, a catedral é ainda mais impressionante. São milhares de figuras e imagens, escadarias, arcos e ornamentos. Difícil descrever com palavras, só vendo mesmo.

A construção do Duomo de Milão foi iniciada em 1396 e concluída apenas em 1965, quase 600 anos depois. O que atrapalhou um pouco a visita foi a chuva. Chegamos à cidade naquela manhã debaixo d’agua. Do aeroporto de Milao-Malpensa pegamos um ônibus direto até a Estação Central de Milão, de onde saem trens para diversas cidades e países. Nosso hotel ficava a uma quadra dali, localização perfeita para nossos deslocamentos pelo Norte da Itália.


Milão tem muitas atrações, apesar de ser uma cidade industrial. Aliás, a maior parte – mais de 82% – dos produtos industrializados na Itália são fabricados no triângulo formado pelas cidades de Milão, Gênova e Turim.
Conhecemos o belo Castelo Sforzesco e sua coleção de pinturas, jantamos numa cantina no movimentado Bairro Navigli, que tem canais de água projetados por Leonardo da Vinci onde é possível fazer passeios de barco e tomar um drink em um dos incontáveis e animados bares.
Uma boa pedida para quem tem pouco tempo em Milão é comprar um ticket e usar os ônibus turisticos que percorrem duas linhas diferentes pela cidade. O melhor é que você pode subir ou descer do ônibus em qualquer parada, facilitando muito o acesso aos diversos pontos turísticos espalhados pelos bairros.




Bosco Verticale, um dos primeiros prédios do mundo autossustentáveis, fica em Milão. Todas as sacadas tem arvores, formando um verdadeiro bosque vertical.


Uma das visitas imperdíveis é no Bairro Navigli e os canais de Milão.

De Milão, fizemos dois bate e volta de trem. O primeiro à cidade de Turim. Fomos de manhã e voltamos à noite. Caminhamos praticamente o dia inteiro pelo belíssimo Centro Histórico, cujo principal destaque é a grandiosa Praça Central e seus ricos palácios. O trem chega na Estação Porta Nova, bem no centro da cidade.


Turim é chamada de “Paris Italiana”, graças ao charme dos seus cafés, museus, monumentos e praças. Em uma das ruas encontramos uma grande fila de turistas. Era para subir até o alto do Mole Antonelliana, de onde é possível apreciar toda a cidade e também as montanhas dos Alpes. Não conseguimos subir porque não havia mais tíquetes para o elevador (não há vagas até janeiro de 2025), e a escadaria de 500 degraus estava fora de questão.



Em Turim, não deixe de visitar o Mercado Central, que reúne vários restaurantes típicos da região de Piemonte, no Norte da Itália.

Voltamos à noite para Milão e, no dia seguinte, fizemos outro bate e volta, desta vez para a região do Lago di Como. Além de suas belezas naturais, o Lago também é rico em cultura e história. Pode-se visitar antigas vilas medievais, castelos lindíssimos e ruínas romanas. Sabiamos que um dia seria pouco para conhecermos muitas cidadezinhas – até porque é preciso contar com o tempo de deslocamento entre elas. Optamos então por passear bastante em Bellagio.

Em Milão pegamos um trem regional até a cidade de Como, ponto de partida para as demais. Depois de cerca de 40 minutos descemos na estação que fica ao lado do lago. O Lago de Como é o mais próximo a Milão e abriga povoados tão encantadores como Bellagio, Varenna, Tremezzo ou Menaggio. Localizado na região da Lombardia, é o terceiro maior lago da Itália, com 146 quilômetros quadrados, atrás apenas do Lago de Garda e do Lago Maggiore.


Resolvemos visitar o centro histórico de Como na volta, e compramos tíquetes para o barco-taxi até Bellagio.




A viagem no barco, de dois andares, demorou quase duas horas. Havia a opção de um barco mais rápido (e mais caro), mas aproveitamos a viagem para apreciar as belas casas, palácios e jardins localizados às margens do lago, além da natureza exuberante da região.

A pequena Bellagio é considerada por muitos como a mais bela cidade do Lago de Como. E não é difícil entender o motivo. As ruas são uma graça, cheias de flores (apesar de estar começando o outono). Tudo é muito bem cuidado, mesmo com o movimento incessante de turistas de um lado para o outro. No verão, acredito, deve ser um caos. As ruas são estreitas, há lojinhas de lembranças, muitas confeitarias maravilhosas, lojas de vinhos e restaurantes para todos os bolsos. E há, também, um Centro Histórico muito interessante, com igrejas e edifícios seculares, onde não há muvuca de turistas.








fazer salames com carne de asno

Depois de passear muito pelas íngremes ruas de Bellagio, pegamos um barco rápido até a cidade de Como. Já era fim de tarde, e decidimos então só conhecer melhor o centrinho e depois descansar no trem de volta para Milão. Aconselhamos que quem quiser conhecer outras cidades do Lago a escolher uma delas para pernoitar e, no dia seguinte, bem cedinho, continuar os passeios pela região.
Na chegada a Milão ainda deu tempo de saborear uma bela pizza no Mercato Centrale, inaugurada há pouco junto à Estação Central de trens.
O local conta 28 “artesãos da gastronomia”, e a oferta é bem variada, indo desde ícones da cozinha italiana como massas, risotos, trufas e queijos, até empanadas uruguaias, raviólis chineses, fish bar e american barbecue. Como era bem pertinho do hotel, tornou-se nosso local de encerrar a noite, brindando com um gostoso Aperol Spritz.