Milão fez parte do nosso roteiro de viagens pela terceira vez. Nosso voo chegou na cidade do norte da Itália dia 30 de dezembro de 2024. O retorno para São Paulo foi dia 23 de janeiro.
Em janeiro de 2020, pouco antes de estourar a pandemia da Covid-19, estivemos em Milão por quatro dias antes de retornar ao Brasil. Já havia indicativos de uma doença grave que apresentava os primeiros sinais na China desde dezembro de 2019, mas na Itália ainda não havia casos confirmados. Nas farmácias, entretanto, os estoques de máscaras já haviam sumido. Os atendentes diziam apenas “finito”. Na época, inclusive, a Rossani ficou com uma forte gripe e só não ficou pior, porque havia levado na mala o antibiótico Azitromicina, além de outros medicamentos específicos, amenizando em parte os sintomas.
Desta vez, chegamos em Milão depois de um roteiro que começou em Paris e Nice, na França, e passou por Gênova, La Spezia – Portovenere, Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore – e Veneza. A maior parte, com tempo bom. A passagem desde Veneza Santa Lucia até Milão Central pelo Frecciarossa – trem de alta velocidade – custou 98 Euros na segunda classe.


A vantagem de retornar a uma cidade que você já conhece é poder caminhar sem pressa e ansiedade, admirando as belezas e sem necessidade de revisitar todos os pontos turísticos. Chegamos no sábado à tarde e fomos direto para o Hotel Metropoli, ao lado da Estação Central de Trem. Reservado pelo Booking, o Metropoli fica num prédio com diversos outros hoteis, cada um em um andar. Para ingressar no prédio, é necessário acionar o botão específico do hotel em que se está hospedado para que alguém permita o acesso. O nosso hotel ficava no terceiro andar. Apesar de diferente para nós, o quarto era excelente, amplo, com sacada, banheiro espaçoso e com amenidades, ar condicionado funcionando bem e tv com acesso a netflix e vários canais. O café da manhã era simples, com poucas opções e variedades.



O metrô é uma das melhores formas de se deslocar em Milão, uma cidade com cerca de 1,5 milhão de habitantes. Conta com cinco linhas de metrô.


Pontos para visitar, sempre.
O Duomo de Milão é uma das mais fantásticas catedrais góticas do mundo. O ingresso para conhecer o interior da igreja e o museu custa 10 Euros por pessoa. É possível subir no terraço para visualizar diversos pontos da cidade, mas é outro ingresso (ou um ingresso único com todas as opções) e como já havíamos feito isso nas duas idas anteriores, preferimos não repetir.








A Galeria Vittorio Emanuele II fica ao lado do Duomo. É um centro comercial histórico e com arquitetura deslumbrante, com lojas de luxo e restaurantes que avançam pelo corredor. Os preços são um pouco superiores aos cobrados em outros locais da cidade. No vão central, um mosaico com a figura de um touro chama a atenção pelo número de pessoas em redor. Diz a lenda que quem pisa com o calcanhar direito e rodopia trës vezes sobre os testículos do bovino, tem sorte e retorna a Milão. Pra nós, deu certo. Outra atração interessante fica no final da galeria. Trata-se do museu O Mondo di Leonardo, com réplicas de projetos desenhados pelo gênio. Tem invenções que parecem com uma asa delta, um helicóptero, um balão a gás e muitas outras. É incrível.



O Castelo Sforzesco é uma fortaleza medieval que abriga museus. De uma das portas do castelo é possível avistar o Arco da Paz, que fica na entrada do Parque Sempione. Em estilo neoclássico sua construção foi determinada por Napoleão no início do século 19 para lembrar as suas vitórias militares. No castelo, tem um museu que vale a pena visitar. Entre as obras expostas, está a última das três pietàs de Michelangelo: a pietà Rondanini, a última obra do artista.











E se quiser ver uma das mais famosas pinturas de Da Vinci, compre os ingressos com bastante antecedência para apreciar a Última Ceia, no antigo refeitório da Igreja de Santa Maria Delle Grazie. É raro conseguir os tíquetes no local.


Outro passeio legal é pelo Naviglio, o bairro dos canais de Milão. Foi a primeira vez que estivemos nessa região da cidade. Cheio de bares e restaurantes, o local é charmoso e descolado. Fez parte de um conjunto de hidrovias que eram utilizadas para transporte de mercadorias e ligar Milão aos lagos próximos. Hoje existem apenas dois: Naviglio Grande e Naviglio Pavese. Aproveitamos o passeio e paramos para curtir o local e tomar um vinho.










Do Arco da Paz, no Parque Sempione, caminhamos até um outro local que ainda não conhecíamos. A Basílica Santo Ambrósio é considerada a primeira igreja em estilo românico lombardo. Além de ser uma das primeiras igrejas de Milão, o prédio é um marco da arquitetura medieval e tem o nome do bispo que ordenou a sua construção entre 379 e 386. Foi reformada entre 1088 e 1099. A basílica tem as sepulturas de diversos mártires cristãos vítimas das perseguições romanas, além da sepultura do próprio Santo Ambrósio. O Altar Dourado com cenas esculpidas da vida de Cristo na frente e da vida de Ambrósio é simplesmente fantástico. Chama a atenção também o sarcófago romano no lado esquerdo da basílica.







Com o ingresso de 2 Euros por pessoa, pode-se entrar na capela de San Vittore in Ciel d`Oro. Em uma pequena sala em forma de um trapézio – um quadrilátero com dois lados paralelos entre si -, tem uma cripta que era originalmente independente da basílica. O teto abobadado ostenta a representação antiga do bispo Ambrósio em forma de mosaico.








Outro local imperdível é o Mercato Centrale, localizado na Estação Central de Trens de Milão. O espaço é amplo e conta com 28 pontos de gastronomia que oferecem pratos italianos como massas, risotos, pizzas, trufas, queijos, carnes e saladas. Tem também raviolis chineses, fish bar e american barbecue. Além de uma enorme enoteca, oferece cervejas artesanais, doces, sorvetes e café. Os preços dos pratos são razoáveis. Como nosso hotel estava muito próximo à estação, todo dia passávamos pelo local. Aliás, na Estação de Trens é possível comprar itens de farmácia, supermercado, lojas de cosméticos e perfumes, entre muitos outros.






Ou seja, sempre vale a pena fazer um pitstop em Milão.