A sorte faz parte das nossas viagens. Poucas vezes enfrentamos frio de congelar e chuva, principalmente quando estivemos no Sul da França, em 2013.
A problema era o vento, às vezes congelante, mas o sol e o céu azul amenizavam qualquer desconforto.
Decidimos manter a nossa base no Grand Hotel Beauvau, próximo ao velho porto de Marselha, a segunda maior cidade francesa depois de Paris.
A 50 metros da porta do hotel havia uma estação de metrô.
A estada em Marselha foi de quatro dias. Um dia aproveitamos para ir até Aix-en-Provence. No outro, viajamos até Arles – mais adiante vou descrever como é essa cidade que tem um coliseu e um teatro romanos.
A viagem de ônibus entre Marselha e Aix-en-Provence durou menos de 45 minutos. O terminal ficava ao lado da principal estação de metrô da cidade. O ponto final, em Aix, estava a 400 metros do centro.
Chegamos pouco antes das 10h. O movimento nas ruas da área central ainda era pequeno. Um grupo de operários enrolava tecido petit poa nos plátanos ao longo da avenida (foto).
A quantidade de fontes de água impressiona. Estão por toda a parte. Uma delas com mais de 400 anos. Outras com 200 anos. Todas simples, mas fascinantes.
Aix-en-Provence também é conhecida com a terra do pintor Paul Cézanne.
Com o mapa nas mãos, resolvemos ir até o atelier onde Cézanne pintava seus quadros. A rua era estreita, com uma longa e leve subida. O frio nem assustava mais. Pelo contrário, já estávamos suando com a caminhada.
Meia hora de subida e encontramos um casal de turistas italianos, que também procuravam o atelier. Foi quando surgiu um homem, super simpático. Aí é que entra, novamente, a nossa sorte nas viagens.
Como eu estava fazendo fotos, a Rossani aproveitou para tentar conversar com ele. Além de francês e italiano, o sujeito, que era gerente de um hotel na cidade, também falava em espanhol.
A Rossani perguntou se o atelier de Paulo Cézanne ficava muito distante.
Ele recomendou que deveríamos ir até o jardim dos pintores, a uns 500 metros do atelier. Disse que o visual era impressionante, porque se tratava do cenário do Monte de Santa Vitória, várias vezes retratado por Cézanne. Foi a melhor dica do dia, sem dúvida.
Depois, descemos a colina e fomos até o atelier do pintor. Nada demais, porque o melhor fora mesmo a dica do nosso “amigo” francês.
À tarde, voltamos ao centro, almoçamos e curtimos mais um pouco de Aix-en-Provence.














Maravilhoso, está nos meus planos para a primavera…
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