É preciso ter sorte nas viagens, principalmente quanto as questões climáticas. Passamos três dias em Londres antes da virada de 2017, dois deles com céu nublado e períodos esparsos de chuva fraca e a temperatura em torno de três graus. Um dia, porém, foi com céu azul.
Ao contrário da nossa primeira viagem a Londres, entre 26 de dezembro de 2013 e 2 de janeiro de 2014 – confira o post https://blocodeviagensdosthomas.wordpress.com/2016/05/30/londres-fascinante-e-surpreendente/ -, dessa vez escolhemos o hotel em uma promoção relâmpago feita pelo booking.com.
Foi um lance de sorte, porque o Hotel Premier Inn London Blackfriars, indicado pelo site, tem ótima localização e estava com excelente preço, com certeza. A cerca de 200 metros da estação de metrô Blackfriars, a pouco mais de um quilômetro da London Eye (a roda-gigante que se transformou em uma das maiores atrações da capital da Inglaterra) e a cerca de dois quilômetros da Tower Bridge e também da Torre de Londres, um complexo histórico às margens do Rio Tâmisa e erguido em 1066.
Uma segunda visita permite que você curta mais a cidade, sem a pressa de querer conhecer tudo o mais rápido possível, naquela constante ansiedade de aproveitar todos os minutos da manhã à noite. O excelente sistema de metrô, denominado de Underground, facilita todos os deslocamentos pela cidade.
Foi o que eu e a Rossani fizemos. No primeiro dia percorremos a pé, mesmo sob uma garoa constante, todo o trecho entre o hotel e o distrito de Covent Garden, onde um centro comercial com o mesmo nome oferece todas as possibilidades de compras de quinquilharias a produtos de grifes, além de várias opções para lanches ou refeições mais completas. Sempre que passamos pelo local, aproveitamos para curtir algum dos grupos musicais que se apresentam no subsolo e outros artistas em uma das áreas do nível térreo.
A London Eye é outra atração imperdível, mesmo que você já tenha ido outras vezes, assim como o passeio de barco pelo Rio Tâmisa. Do alto dos seus mais de 130 metros é possível visualizar boa parte de Londres. É preciso ter paciência, contudo, para enfrentar longas e demoradas filas. Essa época do ano é uma das mais movimentadas na cidade, em alguns momentos mal dá para andar por esses locais mais turísticos. Mas vale a pena, porque o visual a partir da roda-gigante durante à noite é simplesmente espetacular.
Escolhemos a London Eye River Cruise para fazer o passeio pelo Tâmisa. Durante o trajeto observa-se os principais prédios entre a sede do Parlamento Inglês e o Big Ben, que está reforma, até a Tower Bridge e o Shard of Glass, o edifício em forma de pirâmide. Com mais de 310 metros de altura, é prédio mais alto da Europa. A viagem de barco leva quase uma hora.
Ao comprar o bilhete para a London Eye, você pode optar por um combo e adquirir ingressos para outras atrações e pagar menos. Foi o que fizemos. Compramos para a roda-gigante, para o cruzeiro e para o museu de cera Madame Tussauds, que fica na Backer Street, a famosa rua do detetive Sherlock Holmes, personagem criado pelo escritor Arthur Conan Doyle no final do século XIX. Bem próximo à saída do metrô tem uma estátua em bronze do personagem. A principal sede do museu de cera é em Londres, mas conta com filiais em diversas cidades do mundo.
É preciso muita paciência, contudo, para entrar no museu. As filas são gigantes, o que se reflete na parte interna. Todas as áreas estão sempre lotadas e o calor é sufocante.
O primeiro salão contempla os principais artistas que fazem sucesso no cinema como Brad Pitt, Angelina Jolie, George Cloney, Morgan Freman, o 007 Daniel Craig, Jonnny Depp, Nicole Kidman, entre outros. A semelhança impressiona. Só falta a reprodução em cera realmente respirar (tem umas poucas que parecem estar mesmo respirando).
Em outro salão estão King Kong (a cabeça), Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger e o diretor de cinema Steven Spielberg.
Mais adiante personalidades que fizeram história como The Beatles, os pintores Vincent van Gogh e Pablo Picasso, os escritores ingleses Oscar Wilde e Charles Dickens, os cantores Michael Jackson, Amy Winehouse, Elvis Presley, Madonna e Fred Mercury, entre outros.
A família real do Reino Unido também é reproduzida, com direito a fotos, mas com fotógrafo oficial do museu, o que, evidentemente, você terá que pagar. Escolhemos não fazer. Grandes líderes mundiais estão em destaque como o ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, a ex-primeira-ministra da Índia Indira Gandhi, os ex-presidentes norte-americanos John Fitzgerald Kennedy e Barack Obama e o atual Donald Trump.
Entre os desportistas, o recordista dos 100 metros rasos Usain Bolt, o peso-pesado do box Muhammad Ali e Edson Arantes do Nascimento, Rei Pelé, em estátua produzida em 1966. A semelhança, porém, deixa a desejar.
Um passeio com os característicos táxis ingleses (como se fosse um trenzinho) permite conhecer um pouco da história da velha Londres.
Depois de encarar os heróis da saga Star Wars foi a vez dos super-heróis da Marvel, como Huck, Capitão América, Homem de Ferro, Wolverine e Homem Aranha. A visita de quase duas horas se encerra com a exibição de um filme em 4D com duração de quatro minutos, dos super-heróis salvando o planeta.
E quem vai a Londres, não pode deixar de tomar cerveja. Pode até parecer que a bebida não combina com o frio, mas tem tudo a ver, até porque em qualquer local que você entre tem calefação e o calor é demais. E pra tomar cerveja na terra da rainha, você pode escolher um pub em qualquer esquina. Tem muitos pra escolher, mas preferimos um bem pertinho do hotel, o Saloom Bar The Blackfriar. Apesar de lotado, rapidinho conseguimos uma mesa e o atendimento foi ótimo e a cerveja, mais ainda.
No final ficou uma certeza. Valeu a pena!

























Boas dicas Cláudio
Londres realmente é uma cidade ímpar, cosmopolita Mor, encantadora.
As fotos são ótimas .
Abraço
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Seus lindos! Aproveitem muito! Thomas…é uma delícia de ler o relato da viagem. Beijos! Boas novas aventuras!
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Que maravilha, sempre é bom rever Londres!
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Muito legal,as imagens dos artista perfeita.
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Londres é sempre sensacional, em qualquer época. Parabéns pelo passeio e dicas. Numa próxima – sempre vale a pena voltar – não deixem de conhecer o Museu Britânico. E se puderem, também o Museu Imperial da Guerra. Colossos. História em doses cavalares.
E se coincidir de estarem num sábado, o Portobello Market, em Nothing Hill, é uma experiência inesquecível.
Mandaram bem, meus amigos.
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